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Conteúdo: Esta unidade se compõe de 3 temas (em ):
Tema 1: China. A fábrica do mundo
- Introdução à China
- O Governo Chinês
- A economia da China (repercussões da entrada na OMC, setores mais dinâmicos, ...)
Tema 2º: A negociação na China
- A influência Confuciana
- Perfil cultural chinês
- A negociação na China
- Normas de protocolo
- Empresas chinesas (Haier, Galanz, Chint, etc.)
Tema 3º: O mercado.
- O mercado chinês (localização geográfica, redes de distribuição, logística, preços, regulamentações, etc.)
- Casos de empresas espanholas na China
Objetivos:
- Proporcionar uma visão geral sobre o maior mercado do mundo
- Conhecer a cultura chinesa e sua influência em sua forma de fazer negócios (Guanxi, etc.)
- Conhecer as particularidades deste mercado a partir do ponto de vista do
marketing (distribuição, etc.)
- Analisar as estratégias de empresas ocidentais na China
- Conhecer a cultura empresarial das principais empresas chinesas (Hair, etc.)
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Conteúdo disponível em
(8 temas):
1- CHINA INTRODUÇÃO
- História da China
- Sobre China: geografia, população, idiomas, religião, ...
2- CHINA ECONOMIA
- Economia da China
- Sistema Financeiro Chinês
- O Setor industrial na China
- Agricultura na China
- Estatísticas econômicas
3- A CHINA TRANSPORTE E LOGÍSTICA
- Introdução
- Principais portos de China: Porto de Xangai, Porto de Dalian, Porto de
Tianjin, Porto de Guangzhou, Porto de Ningbo.
- Principais companhias logísticas chinesas: COSCO, a China Shipping Container
Lines Company Limited (CSCL), SINOTRANS
4- AS ALFÂNDEGAS CHINESAS
- As alfândegas chinesas
- Procedimentos alfandegários chineses
- A Alfândega de Xangai
- A Alfândega de Guangzhou
- Procedimentos de IMPORT & EXPORT
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Exemplo

Resumo:
A China é hoje o maior mercado do mundo, com mais de 1.300 milhões de potenciais consumidores
(25% deles vivem nas cidades) e com crescimento do PIB entre 7% e 8%. Em termos de PIB, é a sétima potência mundial, tendo ultrapassado potências econômicas como Espanha, Canadá ou
Brasil. Segundo o Banco Mundial, se prevê que para o ano de 2020 seja a primeira potência econômica mundial, representando cerca de 40% da produção mundial.
Um informe da ONU sobre o investimento mundial em 2001 indicou que mais de 400 das 500 principais corporações do mundo tem investido em aproximadamente 2000 projetos na China. Empresas como Matsushita, Toshiba, Sanyo, Phillips ou Mitsubishi estão deslocando grande parte de sua produção à China. A Siemens produz cerca de 14 milhões de telefones móveis em sua fábrica de Shangai. A Cannon tem deslocado seu quartel general da Ásia para Beijing. Empresas espanholas como a Técnicas Reunidas, Nutrexpa, Alsa, Fermax, e Indra têm conseguido posicionar-se com êxito neste complexo mercado. Um recente estudo de Glodman Sachs sobre as 27 GLOCOs (Global Companies) do mundo, afirmava que somente a empresa que tivesse uma estratégia para a China poderia ser considerada como tal.

A recessão da UE e a incerteza sócio-econômica da América Latina (onde a Espanha é o principal investidor), faz com que seja necessário considerar a China como um mercado estratégico para a empresa. Por isso, é necessário conhecer os aspectos-chave deste mercado para que se possa desenvolver com êxito uma estratégia de implantação e/ou exportação para este mercado.
A China produz mais da metade das câmeras fotográficas do mundo, 30% dos aparatos de ar acondicionado e televisores, 25% das lavadoras, cerca de 20% dos refrigeradores e 70% dos brinquedos. A "Galanz" fabrica 40% dos fornos microondas vendidos hoje na
Europa. A TV "Haeir" é reconhecida em todo o mundo e o caso desta empresa é estudado em Harvard. Por isso, serão analisados os casos de várias empresas chinesas (Haier, Galanz, Cosco, etc.), que nos permitirão entender melhor seu funcionamento e a influência dos valores confucianos na gestão destas corporações transnacionais.
Portanto, qualquer estratégia para a China tem que ser realizada a longo prazo e contar com os recursos suficientes para poder desenvolvê-la. Por isso, toda empresa deveria ter presente em sua estratégia a China, tanto como
potencial competidor, como provedor e/ou como mercado.
As oportunidades na China são enormes: forte investimento público (24.000 milhões de dólares), incremento da capacidade aquisitiva da população, meio ambiente, urbanização, serviços, Jogos Olímpicos de 2008, Expo
Xangai 2010, etc.
Entretanto, a China é um mercado extraordinariamente complexo, burocrático e
competitivo. É um país com características próprias, onde as regras do jogo são diferentes das de outros países. Por isso, conhecer estas regras será indispensável para desenvolver negócios na China. Além disso, a imagem do país "Espanha" não é positiva e o peso do setor público é muito forte em quase todos os setores.
Existem aspectos culturais e sociológicos muito diferentes: influência do
confucionismo, costumes, cultura milenária e a dificuldade do idioma. As relações pessoais (GUANXI, em chinês), serão fundamentais, já que sob a ética confuciana o negociador chinês procurará assegurar-se de que somos honrados, e que, portanto, cumpriremos com nossos compromissos. Se não formos capazes de desenvolver o
"Guanxi", será difícil fazer negócios na China. Isso implica que as negociações podem ser muito lentas e, portanto, custosas.
A organização de uma rede de distribuição será um dos problemas mais importantes que encontraremos na China (em geral, está mal organizada e muito segmentada). Além disso, apenas as empresas estrangeiras com investimentos na China estão autorizadas a criar redes próprias de distribuição.
Entretanto, a entrada da China na OMC leva a uma série de vantagens: redução da média de tarifas a 9,4%, eliminação das quotas e licenças de importação, permissão para as companhias estrangeiras entrarem no negócio da distribuição (permitindo-se o estabelecimento de empresas de capital 100% estrangeiro nos setores de distribuição, vendas, marítimo e serviços), maior uniformidade na valoração aduaneira, menor incerteza legal, maior transparência, proteção da propriedade intelectual e industrial, etc.


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